Use este checklist item a item enquanto caminha pelo imóvel: 72 pontos de verificação organizados em 8 áreas, para não deixar passar rachadura, vazamento ou fiação exposta. Ao final, formalize tudo em um laudo com validade jurídica.
Esta página é uma ferramenta de execução: um roteiro interativo para ser usado durante a vistoria, item a item. Se você procura entender o que é a vistoria, quando ela deve ser feita e quais são os direitos de locador e locatário, consulte nosso guia da Lei do Inquilinato.
Depois de marcar os 72 itens abaixo, formalize o resultado em um laudo com campos de identificação das partes, data e espaço para assinatura, em Word e PDF.
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O art. 23, inciso III, da Lei nº 8.245, de 18 de outubro de 1991 (Lei do Inquilinato), determina que o locatário deve "restituir o imóvel, finda a locação, no estado em que o recebeu, salvo as deteriorações decorrentes do seu uso normal". Na prática, isso significa que a comparação entre o estado de entrada e o estado de saída é o que define quanto pode ser descontado da caução.
Sem um checklist organizado, é comum esquecer de verificar itens que parecem pequenos no momento da entrada — um rejunte já desgastado, um disjuntor que já falha, uma fechadura emperrada — e que depois viram motivo de discussão na devolução das chaves. Marcar cada item na hora da vistoria, com data e, se possível, fotos, reduz drasticamente esse tipo de conflito.
⚠️ Atenção: o checklist interativo desta página é uma ferramenta de consulta e organização. Ele não substitui o laudo de vistoria formal, assinado pelas partes, que é o documento com força probatória em caso de discussão sobre danos.
Os itens foram organizados com base nas práticas usuais de vistoria adotadas por imobiliárias, administradoras de locação e nos pontos habitualmente descritos em laudos periciais de locação: estrutura (piso, paredes, teto), esquadrias (portas e janelas), instalações elétrica e hidráulica, e acabamentos de cada cômodo. As 72 verificações estão distribuídas em 8 áreas — sala, cozinha, quartos, banheiro, área de serviço, instalação elétrica, instalação hidráulica e áreas externas — com 9 pontos em cada uma.
Isso não é uma norma técnica obrigatória (como uma ABNT específica de vistoria predial), mas sim um roteiro prático, pensado para ser seguido em sequência durante a visita, sem depender de memória.
Na vistoria de entrada, o objetivo é fotografar e descrever o estado exato de cada item — inclusive os defeitos já existentes, que devem constar no laudo para não serem cobrados depois. Na vistoria de saída, o mesmo checklist é usado para comparar cada ponto e identificar o que mudou desde a entrada.
Considere um exemplo prático: um apartamento de dois quartos tem, na entrada, um pequeno risco no piso da sala, registrado no laudo. Na saída, esse mesmo risco não pode ser cobrado do locatário — mas um buraco novo na parede, causado por uma prateleira mal fixada, pode. É essa comparação, item a item, que o checklist ajuda a estruturar. Para o passo a passo completo de como preencher o laudo formal, veja o modelo de termo de vistoria em Word e a página de vistoria de entrada de imóvel.
Clique em cada item para marcar como verificado durante a visita ao imóvel. Os itens com a etiqueta "Crítico" costumam gerar mais disputas na devolução da caução e merecem atenção redobrada.
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O checklist ajuda a documentar o estado do imóvel — mas a decisão sobre o que pode ser cobrado depende da diferença legal entre desgaste natural e dano por uso indevido.
O art. 22, inciso I, da Lei nº 8.245/1991 obriga o locador a entregar o imóvel "em estado de servir ao uso a que se destina". Em contrapartida, o art. 23, inciso III, obriga o locatário a devolver o imóvel "no estado em que o recebeu, salvo as deteriorações decorrentes do seu uso normal". É desse equilíbrio entre os dois artigos que nasce a distinção prática abaixo.
💡 Regra prática: se o dano não constava no laudo de entrada e ultrapassa o desgaste esperado para o tempo de locação, ele costuma ser atribuído ao locatário. Em disputas sobre devolução de caução, o laudo de vistoria de entrada assinado por ambas as partes é frequentemente o elemento decisivo — sem ele, a discussão tende a ficar em "palavra contra palavra".
Este conteúdo tem caráter informativo e educacional, com base na Lei nº 8.245, de 18 de outubro de 1991 (Lei do Inquilinato). Ele não substitui a análise de um advogado especializado em direito imobiliário, especialmente em casos de contratos com cláusulas específicas, imóveis comerciais ou disputas já judicializadas. Para gerar um contrato adequado à sua situação, use nosso gerador gratuito de contrato de aluguel.
O checklist é a etapa de campo. O laudo assinado é o que dá respaldo formal ao que foi verificado. Conheça o pack completo de contratos de aluguel 2026, que inclui o laudo de vistoria e outros 11 modelos.
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Veja também: Laudo em Word → | Laudo em PDF →