Imóvel mobiliado · Modelo Word cômodo a cômodo

Inventário de Móveis: o modelo em Word que protege quem aluga mobiliado

O inventário de móveis é a lista assinada do que existe dentro do imóvel mobiliado — item, quantidade, estado e valor. Ele vira anexo do contrato e serve de base para a caução e para a vistoria de saída. Aqui você monta o seu cômodo a cômodo, em Word editável.

6CÔMODOS-BASE
Word100% EDITÁVEL
Art. 23LEI 8.245/91
Gerar contrato grátis
Base na Lei 8.245/91 (art. 22 e 23)
Feito para imóvel mobiliado
Word editável cômodo a cômodo
Anexo do contrato de locação
Download via PIX seguro

Modelo de inventário de móveis em Word, pronto para editar

O modelo já vem dividido por cômodo (sala, quartos, cozinha, banheiros, área de serviço e áreas externas), com colunas de item, quantidade, marca/modelo, estado de conservação e valor estimado. Você abre no Word, apaga o que não tem, acrescenta o que falta e anexa ao contrato de aluguel.

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O que é o inventário de móveis (e para que ele serve)

O inventário de móveis é a relação nominal de tudo que é móvel dentro do imóvel — sofá, cama, geladeira, fogão, mesa, ar-condicionado, TV, luminárias — com quantidade, marca/modelo, estado de conservação e valor estimado de cada peça. Ele só faz sentido quando o imóvel é alugado mobiliado (ou semimobiliado): é a forma de registrar, preto no branco, o que o locador entregou e o que o inquilino terá de devolver no fim do contrato.

Na prática, o inventário funciona como um anexo do contrato de aluguel. Ele é impresso junto, recebe a mesma numeração de páginas rubricadas e é assinado pelas duas partes na mesma data. Sem esse anexo, provar depois que a geladeira já estava com a borracha da porta rasgada — ou que o inquilino levou embora as cortinas — vira palavra contra palavra. Com o inventário assinado, existe um documento de referência para comparar entrada e saída.

É aqui que muita gente se confunde, então vale separar três documentos parecidos:

  • Inventário de móveis — lista os bens (o que existe e quanto vale). É o assunto desta página e só existe em imóvel mobiliado.
  • Termo de vistoria — descreve o estado do imóvel em si: paredes, pisos, pintura, instalações, torneiras. Vale para qualquer imóvel, mobiliado ou não. Veja o passo a passo da vistoria.
  • Inventário judicial (partilha) — nada a ver: é o processo de divisão de bens de herança. Se você caiu aqui procurando isso, este documento não serve.

Num imóvel mobiliado, o ideal é ter os dois primeiros: a vistoria cuida do imóvel e o inventário cuida dos móveis. Eles se completam. Toda a lógica está amparada na Lei do Inquilinato (Lei 8.245/91), que trata das obrigações de conservar e restituir o bem locado.

O que a Lei 8.245/91 diz sobre os móveis do imóvel

A Lei do Inquilinato não usa a palavra "inventário", mas cria as obrigações que o documento serve para provar. Três artigos são o coração da questão quando o imóvel é mobiliado — e um deles (art. 23, III) é o que dá base para o inquilino ter de devolver os móveis "como recebeu", salvo o desgaste natural:

Artigo (Lei 8.245/91) O que diz Por que importa para o inventário
Art. 22, I e VO locador deve entregar o imóvel apto ao uso e garantir seu uso pacífico.Entregar mobiliado é entregar com os móveis funcionando — o inventário prova o que veio e em que estado.
Art. 23, IIIO locatário deve restituir o imóvel no estado em que recebeu, salvo as deteriorações do uso normal.É a regra central: sem inventário, "o estado em que recebeu" fica indefinível para os móveis.
Art. 23, VO locatário deve zelar e não pode remover ou alterar bens do imóvel sem autorização.Um móvel listado que "sumiu" na saída é retirada indevida — o inventário identifica.

💡 Sobre a caução: quando a garantia é caução (art. 37, I, e art. 38 da Lei 8.245/91), danos ou faltas em itens do inventário podem ser abatidos do valor depositado — desde que estivessem listados e o estado de entrada estivesse registrado. É por isso que o inventário é o melhor amigo de quem cobra ou de quem contesta um desconto na garantia.

Cuidado com o "desgaste natural"

O art. 23, III ressalva as deteriorações decorrentes do uso normal. Não dá para cobrar do inquilino o desbotamento do estofado após dois anos de uso comum ou o desgaste de uma frigideira. O inventário protege contra perdas e danos anormais — não contra o envelhecimento esperado das coisas. Descrever bem o estado de entrada (novo, usado, com marcas) é o que evita cobranças indevidas dos dois lados.

Como é o modelo por cômodo (com colunas certas)

Um inventário raso — "1 sofá, 1 geladeira, 1 cama" — não protege ninguém. O que resolve disputa é a descrição com quantidade, identificação, estado e valor. O modelo em Word já vem com essas colunas e organizado cômodo a cômodo. Veja um trecho preenchido:

ANEXO I — INVENTÁRIO DE MÓVEIS E BENS DO IMÓVEL Imóvel: Rua ______, nº ___, apto ___ — [cidade/UF] Locador: ______ | Locatário: ______ | Data: __/__/____ SALA - Sofá 3 lugares, tecido cinza, marca X ....... 1 un. | estado: usado, sem rasgos | R$ 1.200 - TV 43", marca Y, modelo Z (nº série 0000) ... 1 un. | estado: novo, na garantia | R$ 1.800 - Rack de madeira, 1,60 m .................... 1 un. | estado: usado, risco na tampa | R$ 350 COZINHA - Geladeira frost free, marca W (nº série 000) 1 un. | estado: usado, borracha ok | R$ 2.400 - Fogão 4 bocas, marca V ..................... 1 un. | estado: usado, acende normal | R$ 600 Valor total estimado dos bens: R$ ________ Declaramos que os itens acima foram conferidos em conjunto na entrega. _____________________ _____________________ Assinatura do Locador Assinatura do Locatário

Repare no detalhe: número de série, estado real ("risco na tampa") e valor por item. É esse nível de descrição que torna o anexo útil na hora de comparar com a vistoria de saída. No pack, o modelo já vem com essas colunas e uma linha por móvel para você preencher.

Como montar o inventário cômodo a cômodo, em 6 passos

A forma mais segura de não esquecer nada é percorrer o imóvel na ordem física dos cômodos, com o modelo aberto no celular ou impresso. Faça isso junto com a outra parte, no dia da entrega das chaves:

  • 1. Percorra na ordem: sala → quartos → cozinha → banheiros → área de serviço → áreas externas. Cada cômodo é um bloco do modelo. Assim você não pula peça nem conta duas vezes.
  • 2. Descreva, não apenas conte. Em vez de "1 geladeira", escreva marca, modelo, número de série se houver, e o estado real ("borracha da porta ressecada", "porta amassada no canto"). Detalhe evita interpretação.
  • 3. Registre um valor estimado por item. Não precisa de nota fiscal: um valor de reposição razoável já serve para calcular um eventual desconto na caução. Some tudo no fim.
  • 4. Fotografe cada item com data. Tire fotos nítidas, de perto, mostrando defeitos que já existem. Ative a data na câmera ou envie as fotos por e-mail/WhatsApp no mesmo dia — o carimbo de horário vira prova. As fotos são o complemento visual do inventário escrito.
  • 5. Assine as duas vias e rubrique todas as páginas. Locador e locatário assinam ao fim e rubricam página a página. Duas vias originais, uma para cada. Se o imóvel for de imobiliária, ela também assina como intermediária.
  • 6. Anexe ao contrato e cite no corpo dele. Inclua uma cláusula do tipo "faz parte integrante deste contrato o Anexo I – Inventário de Móveis". Se você ainda vai fazer o contrato, dá para gerar o contrato grátis aqui e grampear o inventário junto.
Na saída, repita o mesmo caminho.

No fim da locação, use o mesmo inventário para conferir item por item. O que estiver faltando ou danificado além do uso normal entra no acerto de contas com a garantia. Guarde o inventário assinado até o encerramento definitivo — ele é o seu documento de comparação.

Cinco erros que anulam o inventário na prática

Ter o documento não basta — ele precisa aguentar uma contestação. Estes são os deslizes que mais transformam um inventário em papel sem valor:

❌ Erro 1: Listar sem descrever o estado

"1 sofá" não diz se ele estava novo ou rasgado. Sem o estado de entrada, o inventário não serve para comparar com a saída — e a discussão volta a ser palavra contra palavra. Descreva estado e defeitos existentes de cada peça.

❌ Erro 2: Não anexar nem citar no contrato

Uma lista solta, sem assinatura das duas partes e sem menção no contrato, dificilmente será aceita como parte do acordo. O inventário precisa ser assinado por ambos e referido como anexo no corpo do contrato.

❌ Erro 3: Esquecer o valor dos itens

Se um móvel for danificado, como calcular o desconto na caução sem um valor de referência? Sem valor estimado registrado, qualquer cobrança vira negociação do zero. Anote um valor de reposição razoável por item.

❌ Erro 4: Confundir com a vistoria do imóvel

Descrever paredes e pisos no lugar dos móveis (ou o contrário) deixa buracos nos dois documentos. Faça o inventário para os bens e o termo de vistoria para o estado do imóvel — são complementares.

❌ Erro 5: Não conferir na saída

O inventário só cumpre a função quando é reaberto no fim da locação. Deixar de fazer a conferência de saída significa abrir mão de cobrar faltas e danos — e devolver a caução sem checar nada.

⚠️ Precisa cobrar um item danificado ou uma parcela em aberto? Veja também o resumo da Lei do Inquilinato antes de descontar qualquer valor da garantia — há regras sobre o que pode e o que não pode ser abatido.

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Perguntas frequentes sobre inventário de móveis

O inventário lista os bens móveis (sofá, geladeira, cama) com estado e valor, e só existe em imóvel mobiliado. A vistoria descreve o estado do imóvel em si — paredes, pisos, pintura, instalações — e vale para qualquer locação. Num imóvel mobiliado, o ideal é ter os dois documentos, porque eles se completam.
A Lei 8.245/91 não obriga expressamente um "inventário", mas o art. 23, III exige que o inquilino devolva o imóvel no estado em que recebeu, salvo o desgaste natural. Sem o inventário, provar esse estado inicial dos móveis fica praticamente impossível. Na prática, ele é indispensável em qualquer locação mobiliada.
Sim, é altamente recomendável. Se um item for danificado ou desaparecer, o valor registrado serve de base para descontar da caução ou cobrar reposição. Não precisa de nota fiscal: um valor de reposição razoável já resolve. Sem valor, qualquer cobrança vira negociação do zero.
Quando a garantia é caução (art. 37, I, da Lei 8.245/91), o locador pode abater do valor depositado os danos ou faltas em itens do imóvel — mas só se esses itens estavam listados e com o estado de entrada registrado. O inventário é justamente a prova que autoriza (ou impede) esse desconto na garantia.
Não. O art. 23, III ressalva as deteriorações do uso normal. O desbotamento de um estofado após anos de uso ou o desgaste esperado de utensílios não podem ser cobrados. O inventário protege contra perdas e danos anormais — não contra o envelhecimento natural das coisas.
Comece em Word: como cada imóvel tem móveis diferentes, você precisa editar livremente — apagar itens que não tem, acrescentar os que faltam e ajustar cômodos. Depois de preenchido, gere um PDF para imprimir, assinar e arquivar junto do contrato. O modelo do pack já vem em Word editável com as colunas certas.

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